Uma das coisas que compreendi há muito tempo é que não somos do tempo de fazermos sacrifícios que não tenham um fundamento de existir. Para mim, ler é um prazer, mas quando o livro que estou a ler se torna um sacrifício, rapidamente descubro que não o posso continuar... por isso, e pela terceira vez na vida, vou deixar mais um Saramago na prateleira porque, muito sinceramente, a Jangada de Pedra se tornou secanteeeee.... acho que nem sequer é este o termo para tão grande deceção!
Primeiro foi o Memorial do Convento que morou na minha mesa de cabeceira durante meses e deixei-o a meio, o ano da morte de Ricardo Reis também ficou a um terço e agora a Jangada ficou a dois terços, mas não me sinto com vontade... está a tornar-se numa enorme pastilha e portanto vai voltar para a prateleira... talvez um dia lhe pegue de novo, ou talvez não! Não gosto de fazer fretes... e só os faço quando têm mesmo de ser... porque o que eu gosto mesmo, mesmo, são livros page turner (tradução em algo como: ler de um só fôlego), mas sei que nem todos os bons livros são assim!
Já não digo não à partida, já experimento, e às vezes até gosto, mas quando se torna excessivamente violento para a alma, paro e se for caso disso, deixo de lado! A vida é valiosa demais para viver com sacrifícios parvos!
